| Imagem/fonte: blog Casal sem Vergonha |
A marcha das vadias é um movimento que nasceu da indignação das mulheres por terem seu corpo visto como objeto. Foi iniciada em Toronto, no Canadá, em resposta à um policial que dizia que o estupro ocorre devido às roupas (sensuais/curtas) que as mulheres usam.
Desde a sua 'estreia', a marcha vem juntando cada vez mais mulheres (vulgo: vadias) prontas para lutar pelos seus direitos, por todo o mundo.
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| Sou a peruca azul atrás da mulher com o carrinho de bebê! |
No Brasil, a Marcha das Vadias vem ganhando cada vez mais espaço e "já ocorreu nas cidades de São Paulo,Vitória, Recife, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Pelotas, Florianópolis, Porto Alegre, Santa Maria, Londrina, entre outras" - Wikipédia. A Wikipédia não cita, mas o movimento aconteceu aqui em Goiânia também (e eu participei).
| Minha irmã (de batom vermelho); minha mãe virada para trás e eu (de colete xadrez e óculos aviador, ao lado) lutando pelos nossos direitos na marcha que aconteceu aqui em Goiânia em 14 de julho de 2011. |
Somos chamadas de piranhas, de vagabundas, de putas, mas somos apenas mulheres. Mulheres que lutam por seus direitos, mulheres que cansaram de ser submissas ao homem. Que querem ter nada mais, nada menos que direitos iguais, por que não?
Marchamos a cidade toda, o estado todo, o país todo, marchamos pelo mundo em busca de extinguir uma espécie. Nada que o IBAMA condene (ainda bem); estamos apenas marchando para extinguir o machismo, essa sociedade com o pensamento atrasado, com esse receio de ter uma mulher independente ao lado, que julga uma mulher pelo tamanho de sua roupa, que nos repreende por não seguirmos aquele 'molde' estipulado pelos homens...
É como Ricardo Coiro (da foto inicial) afirma: "As vadias marcham totalmente à flor da pele, estão seminuas e nem por isso murcham. Elas vestem minúsculos pedaços de pano e logo percebo: essas vadias com certeza têm um plano e estão cobertas apenas com o véu da razão, estando elas nuas, ou não."
O tempo do machismo e da desvalorização da mulher acabou (ou está prestes a acabar). As mulheres não são mais as mesmas... Para falar a verdade, no fundo são sim! Podem não ser as mesmas mulheres, mas de algum modo, aquelas que antigamente achavam ser menos que seus maridos, pais, amigos e até irmãos, deixaram uma herança para sua filha ou sua neta que -com certeza- estão aqui hoje, lutando pela sua dignidade, pelo seu espaço na sociedade.
Se você está aqui, lendo um blog de moda, é por que gosta de tendências... E quer saber qual é a última tendência, o pretinho básico de agora e para sempre? É a liberdade. Liberdade de expressão, liberdade de poder usar a roupa que quiser, o comprimento da roupa que quiser, liberdade de ser mulher!
Vamos todas entrar na moda, todas vestindo o novo pretinho básico, todas sendo vadias, todas lutando pela liberdade, lutando pelo direito de ser mulher!
Bom, é isso gente! Espero que eu tenha conseguido passar essa mensagem para vocês: de que tamanho de roupa não define caráter de ninguém; que mulher de verdade é mulher livre e que devemos, sim, lutar!
Se você ficar sabendo que vai ter a marcha na sua cidade, vá! É importante para você, é importante para o país, é importante para todos!
Aqui em Goiânia vai ter agora, dia 07, às 10 horas da manhã (com início na Praça Universitária)- página da marcha no facebook.. Nas outras cidades eu não sei, mas fique por dentro pelas páginas da marcha de Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Cuiabá, Porto Alegre, Alagoas, Aracaju, Recife, João Pessoa, Belém, São José dos Campos, Manaus no facebook (se eu não citei a sua cidade, você pode me pedir nos comentários que eu procurarei).
Beijos de uma vadia amarga!
@isabosta
